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O ode abunda [por Frederico Ilek]

Curva sublime, obra-prima da anatomia,  
Tu és a poesia circular,  
Um monumento à graça, à harmonia,  
Que em cada movimento nos comove
Indo para direita e para a esquerda 
De alguma que transita na rua.

Tudo que abunda complica,
Menos bunda, essa dignifica

Redonda, firme, ou leve como o vento,  
Cada bunda é um universo singular,  
Um convite ao deleite, 
Um símbolo de vida,
A eterna paixão nacional  

Se alguém cai
Amorteces a queda 
Por suas formas naturais 
De um belíssimas formas macias

Nas danças, tu balanças com destreza,  
Nos passos, tu acompanhas o ritmo,  
És farol de beleza e de riqueza, 
Abunda, sempre abunda
Pois és o tesouro que encanta o infinito.  
Das praias às ruas, tu brilhas,  
Uma lua,
Nos trajes que moldam tua forma,  
E mesmo nas noites mais sombrias, 
Uma estrela, 
Tu iluminas, és a norma.  
Ó, bunda, és mais que carne e osso,  
És expressão de força e sensualidade,  
Um elogio ao humano, 
Abundante de fantasias,
À diversidade, à eterna vontade.  

Que sejamos todos, pois, devotos,  
Dessa maravilha que a natureza criou,  
Pois em cada bunda, há mil formas,  
E em cada um delas, o mundo se reformulou.  

A glória abunda,
Glória à bunda, 
A bunda da Glória,
Ohhh Glória.
Em todas as suas formas,  
Que ela siga inspirando versos e reversos de paixões,  
Pois é nas curvas que se escondem as normas,  
Das mais profundas, abundantes e belas emoções,
Enquadra os quadris,
E empina o seu ego.

O que abunda,
Desbunda.

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