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O eclipse do jornalismo profissional pela era dos influenciadores [por Fred Ilek]

Ah, a comunicação. Esse eterno jogo de gato e rato entre quem fala e quem ouve. Nos últimos anos, o cenário virou uma verdadeira arena digital, tanto nos Países Baixos quanto no Brasil. De um lado, a Holanda apresenta seus astros: NikkieTutorials, EnzoKnol e Negin Mirsalehi. 

Do outro, o Brasil exibe seus campeões: Anitta, Whindersson Nunes e Bianca Andrade. Esses criadores de conteúdo não só entretêm, mas também informam e influenciam milhões de seguidores, deixando o jornalismo tradicional a se perguntar: “Será que ainda precisam de mim?”.

Os números, claro, não deixam mentir. Na Holanda, a NikkieTutorials já acumula mais de 14 milhões de seguidores no YouTube, uma verdadeira rainha da beleza e maquiagem. Já no Brasil, o mercado de influenciadores digitais cresceu 43% entre 2020 e 2021, atingindo a marca impressionante de 14 bilhões de dólares. E, pasmem, o país já tem cerca de 13 milhões de influenciadores, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Parece que todo mundo quer ser famoso, ou pelo menos ter alguns seguidores.

Mas o que isso significa para o jornalismo tradicional? Ah, meu caro, significa concorrência. E das boas. Com a facilidade de acesso à informação e a possibilidade de qualquer um produzir e compartilhar conteúdo, os veículos tradicionais estão tendo que se reinventar para não ficar para trás. A atenção do público virou um prêmio cobiçado, e todo mundo quer uma fatia.

Agora, não vamos nos precipitar. O jornalismo profissional ainda tem seu lugar ao sol. Especialistas lembram que, por mais que os influenciadores ofereçam conteúdos atraentes e personalizados, o jornalismo mantém um papel crucial. A curadoria de informações, a apuração rigorosa dos fatos e o compromisso com a ética são pilares que continuam em pé, mesmo com o tsunami de informações que inundam a internet.

E, claro, os jornalistas não ficaram parados. Muitos já abraçaram as estratégias dos influenciadores, usando plataformas digitais para ampliar seu alcance e engajar diretamente com o público. Essa mistura de práticas pode ser o caminho para um novo modelo de comunicação, onde o rigor jornalístico e a dinâmica das redes sociais andam de mãos dadas.

No fim das contas, os influenciadores digitais já conquistaram seu lugar ao sol, mas o jornalismo profissional segue firme e forte, garantindo que a informação de qualidade não se perca no meio do furacão digital. A coexistência e a colaboração entre esses dois mundos podem ser a chave para atender a uma audiência cada vez mais conectada e exigente. E no meio de tanta confusão, uma coisa é certa: a história continua, e ela é nossa de contar ou seria daqui a pouco de um programa de inteligência artificial transformado em influencer?


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