Doorgaan naar hoofdcontent

Geert Wilders suas tamancadas populistas (por Fred Ilek / ilustrações Berend Vonk)

Ah, a Holanda, terra das tulipas, dos moinhos de vento, maconha, drogas sintéticas e... Geert Wilders, o loiro oxigenado do populismo europeu! Se antes a política holandesa era sinônimo de estabilidade e pragmatismo, agora virou um reality show comandado por esse cara, que parece ter saído de um filme do Quentin Tarantino. Wilders, com seu cabelo platinado e discursos inflamados, é o que podemos chamar de "Trump de Amsterdã", porém ele nasceu em Venlo, perto onde eu moro. 

No debate televisivo entre Geert Wilders e Frans Timmermans, candidatos a primeiro-ministro da Holanda, um espectador levantou uma questão relevante sobre os custos do seguro saúde, mencionando um aumento de cerca de 350 euros. A resposta de Timmermans foi cautelosa, afirmando que não poderia oferecer uma solução imediata para o problema, enquanto Wilders, conhecido por sua retórica populista, prometeu resolver a questão "na hora". Essa troca ilustra a clivagem entre uma abordagem mais pragmática e uma promessa populista, refletindo os diferentes estilos e propostas dos candidatos em relação a políticas públicas e prioridades governamentais.
Ele, o mestre em transformar medos em votos, vendendo uma narrativa anti-imigração, anti-Islã e anti-UE como se fosse um vendedor de tapetes no mercado de Haia.

O PVV, seu partido, é tipo aquela banda de rock que faz muito barulho, mas não consegue tocar uma música inteira sem desafinar. Wilders até ganhou popularidade, mas na hora de formar coalizões, ele é o cara que sempre fica de fora da festa. É o típico "sou f&da, diguidiguidindiguidin" que prefere ficar gritando nos bastidores a assumir responsabilidades. Ele é o "showman" que adora manchetes, mas detesta governar (lembra ate alguém,  que tambem é um palhaço como o Bozo). E, convenhamos, governar dá trabalho, né?

Aí entra em cena Dick Schoof, o "fantoche de Wilders". Esse cara foi colocado num cargo importante, mas todo mundo sabe que quem puxa os cordões é o oxigenado. Schoof é tipo aquele ator coadjuvante que ninguém lembra o nome, mas que segue o roteiro direitinho. E o roteiro, claro, é escrito pelo PVV. Enquanto isso, os problemas reais da população holandesa ficam lá, esperando alguém que realmente se importe.

E não podemos esquecer do BBB, o partido dos fazendeiros, liderado pela Caroline van der Plas. Era para ser a voz dos agricultores, mas virou mais um circo midiático. O BBB prometeu proteger os interesses dos camponeses, mas na hora H, quando as políticas ambientais da UE apertaram, eles sumiram. Virou um festival de poses e discursos vazios, enquanto os agricultores ficam lá, segurando a enxada e pensando: "Cadê o apoio que estava aqui?"
Do outro lado do ringue, temos a oposição, que tenta manter a sanidade em meio a essa bagunça. Partidos como o PvdA e o D66 estão lá, tentando fazer o dever de casa: investir em educação, saúde e uma imigração mais humana. Você não acha isso normal? Ser normal pode ser de esquerda, os ditos comunistas doutrinadores do caos???

Bem, eles são tipo aqueles alunos que estudam, fazem as tarefas e ainda ajudam os colegas, enquanto Wilders e sua turma ficam fazendo bagunça no fundo da sala. E foi assim que esse sujeito ficou famoso. Em cima do caos. E quem promove caos, ganha  o que? Paz? Não toda vez que nosso querido vilão, como o jornal Volkskrant o apelida, ele sai com vários seguranças. Aliás, um dos únicos políticos daqui que faz isso.
E o futuro da Holanda? Bom, se depender de Wilders, vai ser mais um filme de "Bruxas de Blair" ou uma versão mais explícita proibida para menores. Mas a esperança é que a oposição consiga apresentar uma visão mais coerente e inclusiva, porque o país não merece ficar refém de um showman que só sabe criar polêmicas. Cara, se você acha que esse artigo está de esquerda e que estou puxando a sardinha para o PvDA, lembre-se: fui filiado ao partido e não tenho vergonha disso. Porém coerência é uma coisa no qual perderam nos ultimos anos e só depois que Wilders ganhou as rédeas, o partido entrou nos trilhos outra vez, como nos velhos tempos. Por isso, "dank je PVVers" (grato liberarais de m%rda). Entretanto Wilders é só um sintoma, e sintoma precisa ser tratado antes que vire uma doença crônica.
E, falando nisso, termino com uma piada sobre o cabelo de Wilders: "O loiro oxigenado pode até brilhar como ouro de tolo, mas no fim, é só um fio de cobre enferrujado!" E a Holanda, meus amigos, merece mais do que um cabeleireiro de plantão. Merece líderes que governem com responsabilidade e visão de futuro. Você não acha isso lógico? Afinal, política não é reality show, né? Ou é?
Esse último político ilustrado é Marc Rutte... o cara que segurou o Wilders por.. 12 anos 👍 

Reacties

Populaire posts van deze blog

América Invertida: A Virada de Olhar que a América Latina [por Frederico Ileck]

Precisa Reflexões sobre identidade, ancestralidade indígena e a descolonização do olhar latino-americano a partir da obra de Joaquín Torres-García.  Obra " América Invertida ", de Joaquín Torres-García, 1943 Recentemente, fiz um teste de DNA e descobri algo que mexeu profundamente comigo: 4,5% do meu sangue é indígena. Parte dessa herança vem do norte da América do Sul (Venezuela, Colombia e Equador), outra parte do Chile. E no meio desses percentuais, de dados frios e distantes, existe uma mulher cuja presença ainda ecoa, mesmo que o silêncio tenha tentado apagá-la: minha bisavó, Dona Maria Ursula Andrade . Uma gigante silenciada pela história da minha família. Uma mulher invisível aos olhos dos que preferiram contar outras versões da nossa origem. Pois é a ela que eu dedico este texto. Durante muito tempo, minha família insistiu em uma identidade que não nos pertencia. Repetia-se, quase como mantra, que nossa origem era italiana, europeia, como se isso n...

KALL MALX E O PLANO INFALÍVEL DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS (por Frederico Ileck)

Meu caros leitores, confesso sem pudor nenhum: sou um cartunista frustrado. Não de hoje. Já tentei de tudo pra vingar nessa arte nobre e ingrata, mas o mercado, a vida e minha caligrafia, meus péssimos rascunhos conspiraram contra mim. Entretanto, tenho meus eurekas. Momentos em que o cosmo e o Walter Mercado (ligue giá) me sopra uma ideia e eu, humilde servo da inspiração, pego o lápis e faço merda! Minha especialidade — se é que posso chamar assim — é misturar figuras monstruosas, filosóficas ou simplesmente patéticas com personagens de desenho animado. Já produzi obras que a posteridade ainda não soube apreciar: Mickey Myers (Mike Myers + Mickey Mouse); Dolly Kroeger (Dollynho seu amiguinho + Freddy Krueger); e o clássico Kall Malx (Cebolinha + Karl Marx), um filósofo revolucionário de planos Infalíveis. Pois bem. Estava eu revisitando o passado glorioso desta república de meu deus chamada Brazilzil quando me deparei com uma pérola da Veja de outubro de 1987. Um sargento de ...

O Brasil se digitalizou antes de se alfabetizar (por Frederico Ileck)

Entre memes e desinformação, o país da internet rápida e da escola lenta tropeça no próprio atraso Em 2024, o Brasil contava com mais de 84% da população conectada à internet — mais de 181 milhões de pessoas com acesso à web, de acordo com o Comitê Gestor da Internet (CGI.br). Em contrapartida, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua ude Educação, cerca de 11 milhões de brasileiros ainda são analfabetos — o equivalente à população de Portugal. Pior: se considerarmos os semianalfabetos, que conseguem juntar letras mas não compreendem o que leem, o número salta para quase 38 milhões de pessoas, conforme estimativas do INAF (Indicador de Alfabetismo Funcional). A matemática é simples e assombrosa: temos mais brasileiros conectados do que alfabetizados. A frase, que pode parecer exagerada, é uma síntese cruel do Brasil contemporâneo: um país onde o acesso à internet precedeu o acesso à compreensão. Um país onde os dedos navegam a...