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A Beleza é Feminina e Eu Posso Provar (ou quase isso) - por Fred Ilek


Muitas vezes eu converso com meu lado feminino. E, caros leitores, ele sempre me revela coisa fantástica. Dizem que a beleza está nos olhos de quem vê. Mas, convenhamos, quem vê geralmente é um homem, e ele já decidiu, há uns séculos, que a beleza é coisa de mulher. Claro, há exceções: Apolo era um deus grego boa pinta, e Brad Pitt, até hoje, não faz feio. Mas, no geral, a beleza foi taxada como feminina, e cá estamos nós, tentando provar isso com filosofia, cultura e um toque de ironia — porque, afinal, sem ironia, a vida seria um tratado de Kant.

Apolíneo, Dionisíaco e a Beleza que Não Sabe se Quer Ser Ordem ou Caos

Nietzsche, aquele alemão que nunca sorria em fotos, dividiu o mundo entre o apolíneo e o dionisíaco. O apolíneo é a beleza da ordem, da simetria, daquela moça que sempre parece ter saído de um quadro de Botticelli. Já o dionisíaco é a beleza do caos, da paixão, da mulher que chega com a roupa desalinhada, mas com um sorriso que derrete até o mais estoico dos filósofos.

Cleópatra era apolínea. Frida Kahlo, dionisíaca. Audrey Hepburn? E Julia Roberts? Aposto que elas conseguiam ser os dois ao mesmo tempo, porque mulher tem dessas coisas — multitarefa até na beleza. E cá estamos nós, tentando encaixar a beleza feminina em categorias filosóficas, como se ela precisasse de nossa permissão para existir.

Padrões de Beleza: Ou Como a Humanidade Inventou o Impossível


Os padrões de beleza são como as modas: mudam o tempo todo, e ninguém sabe direito por quê. Na Grécia Antiga, o negócio era ser simétrico. Na Renascença, era ter curvas e pele de pêssego. Hoje em dia, é ser magra, alta, jovem e, de preferência, com um filtro do Instagram. Mas, cá entre nós, quem consegue ser tudo isso? Só a Barbie, e olhe lá.


Felizmente, há mulheres que estão fazendo um monte, para ser mais educado, para esses padrões. Ashley Graham, por exemplo, mostrou que beleza não tem tamanho. Lupita Nyong'o provou que beleza não tem cor. E Madonna, bem, Madonna provou que beleza não tem idade (ou que dinheiro paga um nom cirurgião plastico e compra até a juventude, mas isso é outra história).

Mulheres Lindas e Fortes: Ou Como Ser Bonita e Poderosa Sem Pedir Licença

A beleza feminina não se resume a traços físicos. Ela está na força, na inteligência, naquela capacidade incrível de fazer mil coisas ao mesmo tempo e ainda arrasar de salto alto. Na política, temos Jacinda Ardern, que governou a Nova Zelândia com uma mão de ferro e um sorriso de princesa. E Kamala Harris, que provou que dá para ser vice-presidente dos EUA e ainda ter um penteado impecável.

Nos negócios, Oprah Winfrey mostrou que beleza também é sinônimo de poder. E Indra Nooyi, ex-CEO da PepsiCo, provou que dá para ser chefe, mãe e ainda ter tempo para escolher o batom perfeito. No dia a dia, são as mulheres comuns — mães, professoras, médicas — que nos lembram que a beleza está na luta, na resistência, naquela capacidade de sorrir mesmo quando a situação não favorável.


A Beleza é Feminina, Mas Não é Só Isso?

A beleza é feminina? Sim, mas não no sentido simplista de "mulher bonita, mulher objeto". A beleza feminina é complexa, multifacetada, apolínea e dionisíaca ao mesmo tempo. É ordem e caos, força e delicadeza, razão e emoção. E, acima de tudo, é algo que não precisa de provas — porque, no fundo, todo mundo sabe que é verdade.

Um exemplo: Kate Bush! Uma artista icônica e enigmática, transcende a noção convencional de beleza feminina. Sua presença é uma fusão de delicadeza e força, uma combinação rara que cativa e intriga. Tem gente que a odeia, porém entendo, claro! 

Vamos a sua voz etérea e movimentos fluidos, ela personifica uma graça quase sobrenatural, como se fosse uma criatura saída de um conto de fadas. Você acha que eu tomei LSD pra escrever isso, mas não! Adoro pra valer os primeiros dois discos dela. E muito pela sua sua beleza não reside apenas em seus traços físicos, mas na maneira como ela expressa sua arte com autenticidade e paixão. Kate Bush é a personificação da feminilidade em sua forma mais pura e poderosa, uma musa que inspira gerações com sua singularidade e mistério. Cara, quando ela aparecia na TV quando eu era criança, eu ficava hipnotizado. Até hoje eu fico com tal: oohhhhh ja Babooshka, Babooshka ja já!

Então, sim, a beleza é feminina (segundo eu mesmo, dane-se). E eu posso provar. Ou quase isso. Porque, no fim das contas, a beleza não precisa de justificativas. Ela simplesmente é. E as mulheres, com sua força, sua graça e sua incrível capacidade de transformar o mundo, são a melhor prova disso.

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