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Posts uit maart, 2025 tonen

Millôr Fernandes: O Gênio da Palavra Que Eu Nunca Vou Ser [por Fred Ilek]

No final de 2001 resolvi fazer botar o pé na estrada e tentar conhecer um herói meu: Millôr Fernandes. Sim, ele mesmo senhoras e senhores. O colunista, filósofo, cartunista, tradutor e jogador de frescobol. Eu sempre quis ser ele e nessa viagem coloquei na minha cabeça que iria conhece-lo. Tracei pessoas e locais. Tudo para acha-lo. Conversei antes com um escritor santista que havia jantado com ele. "Ele é monosilábico. Só estava lá por causa dos textos dele pela editora L&PM", comentou. Não sei se essa história é ou não veridica, porém a minha saga começava pela redação da então recém lançada revista "Bundas", no qual sempre enviava e-mails e sugestões. Nela o chefe de redação era nada mais nada menos que Ziraldo Alves Pinto ou simplesmente Ziraldo. Cheguei ao local. Bem, fui ao Rio de Janeiro de férias e um dos pontos turísticos foi o Ziraldo e depois seria o Millor e , talvez, o Jaguar . Lembro que era uma tarde muito en...

Macondo Respira: O Realismo Mágico da Tela ao Coração [por Fred Ilek]

Fui a uma livraria esse dias e de repente vi um clássico na prateleira: cem anos de solidão. O que me chamou atenção foi um selo do Netflix no livro. "Obra que inspirou a minissérie". Sabe, as vezes esqueço desse streaming. Então, mais que imediatamente comprei a obra e corri para a TV, atrasado até demais, para assistir esse clássico e depois reler a obra, no qual sempre discutia com um grande amigo nas noites de sexta-feira do bar do Toninho, o melhor bolinho de bacalhau de Santos!   Todo que eu comentavam sobre qualquer coisa ligada a minha família, Paulo , um grande e adorável amigo, falava: "parece até os cem anos de solidão". Meses mais tarde comprei a obra e li até uma parte. Anos depois terminei. Lia quando lembrava das noites de sexta e queria relembrar aquelas conversas sempre filosóficas e literárias. Não sei o porquê eu faço isso... em si... faço isso com uma série de outros livros. Porém, vamos ao que interessa. A Mac...

Miichey, o descartável [por Fred Ilek]

A morte não é o fim, mas um incômodo—pelo menos para alguns. Em Mickey 17 , nova ficção científica de Bong Joon Ho, Robert Pattinson interpreta Mickey Barnes, um trabalhador descartável enviado para o planeta gelado Niflheim. Ele faz parte de um programa chamado "Expendable", onde sua função é basicamente morrer. Sempre que isso acontece, uma máquina imprime um novo corpo para ele, completo com todas as suas memórias. O filme, baseado no romance Mickey7 de Edward Ashton, traz um humor negro afiado e uma ppergunta impertinente:  e se morrer fosse algo normal? Se a vida humana se tornasse reciclável, ainda poderíamos chamar Mickey de humano? Bong, sempre com seu humor ácido, constrói um mundo onde a tecnologia superou a moralidade e a singularidade humana está em xeque. Niflheim não é apenas um planeta hostil—ele reflete uma sociedade que o criou à sua imagem e semelhança. Lá, tudo tem um preço: recursos, vidas, sacrifícios. Mas quem está no comando de...

O Significado de "Goy" e Minha Pouquíssima Conexão com a Cultura Judaica [por Fred Ilek]

Essa é uma sequência de artigos, que iniciou com uma dura crítica ao espiritismo , e vai explicar com detalhes o meu ateismo, ponto! Lá para os anos de 2002 ate 2006, tive uma tremenda crise existencial. Fui a vários locais procurar repostas e um deles a sinagoga " Beit Jacob " em Santos. Logo nas primeiras semanas ouvia sempre um termo sempre era dito pelos seus frequentadores: esse é "GOY" ou aqueles são "GOYIM". Para mim era uma espécie de Cicrano, Beltrano ou Fulano. Porém essa palavra era dita diariamente em qualquer ocasião ou oportunidade. Eu, para alguns frequentadores do local, era facilmente rotulado com essa palavra. Educadamente o rabino ortodoxo Michel Tabacinik dizia que eu era um bom amigo deles e sempre era bem-vindo ao local. Depois de um tempo essa palavra não era mais dirigida a mim e, por muitas vezes, era até confundido com antigos frequentadores do local. "Israel, você voltou. Há quanto tempo!", afir...

"Golpe de Estado: Quando o Rock Bate Forte e a Burrice Bate Recorde" Por [Fred Ilek]

       O QUE É UM GOLPE DE ESTADO? Segundo o dicionário Houaiss (e qualquer professor de história que não tenha estudado pelo WhatsApp), um golpe de estado acontece quando um grupo de iluminados decide que democracia é legal… até eles perderem a eleição. Aí, ao invés de esperar quatro anos, eles resolvem tomar o poder no grito, geralmente com tanques, discursos sobre “ salvar a pátria ” e algum general de bigode com saudade dos tempos de chumbo. Mas o Brasil , sempre inovador, resolveu modernizar o conceito. No dia 08 de janeiro de 2023 , tivemos o primeiro golpe estilo TikTok da história: um monte de adultos fantasiados de verde e amarelo, agindo como se estivessem no Shopping Morumbi, Praiamar, Miramar ou qualquer outro  num sábado à tarde, invadiu Brasília achando que quebrar vidraças ia trazer o Bolsonaro de volta no modo “ Picareta Plus ”. Advinha: não trouxe ( aqui risos ) . O que conseguiram foi protagonizar um espetáculo de imb...