Bateu saudades do
Brasil! Mesmo! Como? Uma coisa atraiu a outra. Uma
jogo de lógica bem bacana. Começou assim:
um video da
carreta furacão, conectou com a música “vem
dançar
o mestiço” de Leandro Lehart, imendou com “Requebrabrum” do
Art Popular e treminou com classicos dos
clássicos “16
toneladas” de Noriel Vilela
(https://www.youtube.com/watch?v=nclk1k-9XiI).
Tava
numas de nem vem que não tem
(https://www.youtube.com/watch?v=z_qknpPA5JA),
mesmo. Ouvia e ignorava muitos clássicos. Uma vez um camarada meu
veio com uma lista de discos que havia incomendado de uma gravadora
na Inglaterra. Haviam vários artistas pra lá de conhecidos e outros
muito obscuros. Com os olhos brilhando mostrava-me uma coletânea de
Tim Maia. Ele colocou no toca disco
algumas músicas.
Me senti um réu confesso
(https://www.youtube.com/watch?v=_0s7qVLDiB4).
Por isso eu peço pra voltar.
Uh,
que beleza (https://www.youtube.com/watch?v=Nq_AOktdhts).
Era pra lá de diferente mesmo. Não tinha mais FM's tocando
contantemente na minha cabeça. Aqui é
raro ouvir esse tipo de música.
“Você sabe quanto custa um disco original do Tim Maia? No mínimo
€300!”, afirmou esse amigo. Ele tem uma loja de discos. A
maior da Holanda e uma das cinco melhores do mundo, sem exagero
(mesmo). Ë um paraíso. Nunca havia
entrado em um lugar tão fantástico na minha vida. Dentro dessa loja
há música do mundo inteiro. De ponta a ponta. Atrai colecionadores
de todas as partes. O Brasil tem um departamento a parte na loja e no
coração do dono. Toda vez que entro no local ele me mostra algo do
Brasil. Um dia no meio dos discos havia um album um do Fabio Junior e
um pra de desconhecido do Wando
(https://www.youtube.com/watch?v=eb8rxxASCvs).“Esse aqui é funk de primeira”, comentava ele sobre a Black Rio (https://www.youtube.com/watch?v=XSHmvYECfBI). Um dos clientes vinham um vez a cada três meses apenas para procurar esse tipo de material. Vinham de longe, alguns de diversas partes da Alemanha, Itália, Portugal e França.
De
repente ele tirou o Expresso 2222 de Gilberto Gil. Perguntou se eu
conhecia. Claro! O preço pra mim era de tirar os olhos da cara,
€100. Coloquei o disco e recebi um porrada sonora. Sim, “Back in
Bahia” é demais (https://www.youtube.com/watch?v=Vygp0Gs6_6s)!
Tremendo swing. Lá na Holanda de vez em quando me sentia longe
daqui, falei pra mim mesmo.
No
Brasil ouvia muita música experimental. Da ala brasileira Egberto
Gismonti, Walter Franco e Wagner Tiso. Todos pra mim eram clássicos
dos clássicos. Não havia balanço nesses autores. Muita técnica e
textos com jogo de palavras. Uma maravilha de complexidade. Algumas
músicas são difíceis de ouvir. Quem dera
minha esposa e filhas. “Não tem algo mais calmo?”, pede uma
delas primeiros cinco minutos. Villa Lobos
me veio a cabeça. Selecionei uma das Bachianas. A número cinco, um
sonho (https://www.youtube.com/watch?v=j3xbvTjMOkk).
“Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente” ao olhar pela
janela e ver o final de um dia morrendo com o encontro do sol com a
noite. Essa música é a minha trilha sonora na primavera.
O calor vem chegando e com ele as músicas vindas dde paises mais quentes. Um ano estourou “ai se eu te pego” de Michel Teló. As crianças cantavam sem saber o que estavam falando. Nunca havia visto aquilo. O meu idioma cantado aos quatro ventos sem saber o que o cantor estava falando. Achava aquilo engraçado. As pessoas tentavam cantar o que ouviam e saia tudo, menos português. Depois vieram outros e depois sumiram.
Os
anos 90 era lotado desse tipo de música. Nessa época samba pra mim
era só Cartola, Paulinho da Viola e Adoniran Barbosa
(https://www.youtube.com/watch?v=FVtbveUu1To).
Ouvia sempre Adoniram, principalmente com Elis Regina. Uma tremenda
dupla. Na Holanda como trilha sonora coloco o Samba Italiano para
embalar o trabalho. Num desses cliques cliques da vida vi um video de
um grupo de dança de Ribeirão Preto, a carreta Furacão. Vira e
mexe revejo esse video. Me alegra, há anos. Acho bizarro e ao mesmo
tempo demais. De quebra “Vem dançar o mestiço”, colou na tinha
testa (https://www.youtube.com/watch?v=-wKoBftZLOk).
E eu nem sabia
que era do Leandro Lehart ex-integrante do grupo Art Popular, um
grupo de pagode dos nos 90.
O
cérebro eletrônico me ajuda a diminuir a distância entre Holanda e
Brasil (https://www.youtube.com/watch?v=JFAHDYEMHEE).
Mas, que nada um samba como esse você não quer que eu chegue no
final. Só termina quando começa o chove, chuva daqui. Ai você tem
que criar um esquema novo pra matar a saudade
(https://www.youtube.com/watch?v=IPENGb-FG5E).
Bem, chega de saudade (https://www.youtube.com/watch?v=H5-1GwBwZ6U)!
A realidade é agendar uma passagem ao Brasil e rever todo aquilo que
vivi anos e anos com toda essa trilha sonora colocada nesse texto.


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