Era uma vez um mito de barro, esculpido com a destreza de um coice equino e a perspicácia estratégica de um pombo enxadrista. Jair Messias Bolsonaro, um parlamentar do baixo clero, cuja mais notável contribuição para a política nacional foi demonstrar, ao longo de 28 anos, que um indivíduo pode ocupar uma cadeira sem jamais ocupar um pensamento. Antes de ascender à presidência, Bolsonaro já exibia sinais de sua genialidade incompreendida: comparecia a programas de auditório defendendo a ditadura com a eloquência de um ébrio na fila do INSS e propunha soluções brilhantes para o país, como distribuir metralhadoras a crianças e transformar a educação em um curso intensivo de tiro ao alvo. Mas, como toda tragédia começa com um equívoco, o Brasil, em sua infinita criatividade, resolveu colocar a piada em prática e elegê-lo presidente. Foi então que o mito se transmutou em meme, e o governo se converteu em uma interminável briga de taverna, só que com orçamento bilion...
Aventuras e desventuras de um Paulista no Sul da Holanda